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50 tons de cinza



Não me julguem.

Assim que a febre desses livros começou eu não sabia do que se tratava, comecei a ver umas resenhas em vlogs e as críticas em geral eram horríveis então pensei  “ Para que perder meu tempo lendo uma droga desses né?”.

Uma amiga minha estava lendo e eu comecei a comentar critica o livro e ela me perguntou se eu tinha lido, respondi que não, então ela me falou para não julgar.

- Fora épico –

Mas a deixa para que eu começasse  a ler foi quando meu melhor amigo disse que leu.

Então ok, vou ler e ver o que me aguarda.



 A essa altura todos já sabem do que se trata a história então não irei me prender muito a isso.

A questão é que você tem que entender que a  E.L. James não tinha pretensão nenhuma em publicar o livro, ela escrevia em seu blackberry no metro enquanto ia para a casa. 
O livro é uma simples fanfic de crepúsculo que fez sucesso.

O segundo ponto é que ela não tem formação acadêmica relacionada a letras ou qualquer outro tipo de curso que seja voltado a escrita, ela escreveu para si mesma, por não ter nada melhor para fazer.

O terceiro ponto é que pelo que eu sei ela não teve nem uma ajuda para escrever – uma opinião externa para ajuda-la – e o livro não passou por revisão antes de ser publicado.

A ideia da história é clichê mas não é das piores: uma garota exageradamente inoscente conhece uma cara tarado muito rico, eles se apaixonam e fim.

O problema é que a escrita dela é muito amadora, as passagens de um acontecimento para o outro são muito bruscas e os diálogos toscos. 

E ao longo do livro inteiro – ao longo de  455  páginas –  é relatada a dúvida de Anastasia em aceitar ou não o contrato que Christian propõem. Esse tal contrato diz que se Anastasia for a escrava sadomasoquista  de Christian ele vai lhe dar alguns benefícios, como por exemplo carros milionários e roupas de grife.

É só isso.

No entanto o que me assusta é a quantidade de vendas desse livro, sua repercussão e a posição em que ele fica nas prateleiras da livraria. 
São meras adolescentes as consumidoras desse livro erótico, meninas que estão tendo o primeiro contato com a leitura através de uma livro que não vai lhes acrescentar nada! 
Que além de mal escrito tem um roteiro pobre!

Como a mídia e as livrarias podem apoiar essa baixa qualidade de conteúdo? E antes que me julguem não são só crianças consumindo esse tipo de informação, mulheres maduram também leem este livro. O que as pessoas veem de tão extraordinário nesta história? 

Não me vejam como inoscente ou hipócrita, não tenho nada conta a história ou a livros eróticos. 
O meu problema é com a baixa qualidade de escrita do livro e de todo o agito em torno de algo que não tem nada demais, existem livros muito melhores para serem lidos, explorem !

Existem livros eróticos com histórias mais cativantes e com uma escrita melhor.

Os 13 porquês


                                                     


Eu vejo a hannah Baker como um poste no centro de um corredor super movimentado. É uma visão estranha, obviamente o poste não se encaixa naquele lugar; porém o tempo vai passando e as pessoas do corredor se acostumam com aquela visão estranha.
Acostumam-se tanto que já não lhe dão mais atenção, chegam até a esbarrar no poste e se encostar nele.
E é exatamente desse tipo de situação que o livro trata. 

                                                    ||

O livro aborda um assunto bem delicado, pouco discutido e que desperta bastante dúvidas em relação aos seu motivos de ocorrência frequente. O tema é o suicídio, mais especificamente o suicídio de jovens. 

                                                    
                                          ►

Nada mais clichê do que o cenário da trama ocorrer numa escola, entretanto  todos nós sabemos que é na escola que temos um retrato mais próximo do que é a vida real, e dos tipos de pessoas que poderemos encontrar.

O modo como tratamos o próximo, as chances que deixamos escapar e as coisas que poderíamos ter evitado que acontecessem são temas muito debatidos na história, já que a personagem principal afirma que o “efeito bola de neve” que a vida dela se tornou a levou a tirar a própria vida.

A bola de neve da Hannah foi ficando maior a medida em que os boatos que laçavam contra ela acabavam fazendo com que as pessoas a expelissem, ou então estar no lugar errado na hora errada.

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A história gira em volta da decisão da Hannah em grava fitas com as 13 razões pela qual ela se matou,  as razões no caso são pessoas e o que elas fizeram para contribuir com o "efeito bola de neve". 
Ela envia as fitas para as pessoas que a prejudicaram  um dia  antes de se matar. 

A história tem duas narrativas, o audio das fitas e o efeito que elas tem na vida do Clay - uma das 13 razões pela qual ela se matou- o sofrimento do garoto, todo o sentimento de culpa e negação foram bem trabalhados pelo autor.

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 Na minha singela opinião a protagonista teve mente fraca, e por estar sozinha sem uma outra visão da situação as coisas pioraram. Existiram ocasiões pelas quais ela passou que  realmente corroem nossa autoestima, porém em outras ela poderia ter evitado, ou ter saído correndo, mas ela não o fez.