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Eu vejo a hannah Baker como um poste no centro de um
corredor super movimentado. É uma visão estranha, obviamente o poste não se
encaixa naquele lugar; porém o tempo vai passando e as pessoas do corredor se
acostumam com aquela visão estranha.
Acostumam-se tanto que já não lhe dão mais atenção, chegam
até a esbarrar no poste e se encostar nele.
E é exatamente desse tipo de situação que o livro trata.
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O livro aborda um assunto bem delicado, pouco discutido e
que desperta bastante dúvidas em relação aos seu motivos de ocorrência frequente.
O tema é o suicídio, mais especificamente o suicídio de jovens.

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Nada mais clichê do que o cenário da trama ocorrer numa
escola, entretanto todos nós sabemos que
é na escola que temos um retrato mais próximo do que é a vida real, e dos tipos
de pessoas que poderemos encontrar.
O modo como tratamos o próximo, as chances que deixamos
escapar e as coisas que poderíamos ter evitado que acontecessem são temas muito
debatidos na história, já que a personagem principal afirma que o “efeito bola
de neve” que a vida dela se tornou a levou a tirar a própria vida.
A bola de neve da Hannah foi ficando maior a medida em que os boatos que laçavam contra ela acabavam fazendo com que as pessoas a expelissem, ou então estar no lugar errado na hora errada.
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A história gira em volta da decisão da Hannah em grava fitas com as 13 razões pela qual ela se matou,
as razões no caso são pessoas e o que elas fizeram para contribuir com o "efeito bola de neve".
Ela envia as fitas para as pessoas que a prejudicaram um dia
antes de se matar.
A história tem duas narrativas, o audio das fitas e o efeito que elas tem na vida do Clay - uma das 13 razões pela qual ela se matou- o sofrimento do garoto, todo o sentimento de culpa e negação foram bem trabalhados pelo autor.
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Na minha singela opinião a protagonista teve mente fraca, e por estar sozinha sem uma outra visão da situação as coisas pioraram. Existiram ocasiões pelas quais ela passou que realmente corroem nossa autoestima, porém em outras ela poderia ter evitado, ou ter saído correndo, mas ela não o fez.
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